Ah, mas de todos os seres que posso ser, me componho hoje no mais meu, o mais íntimo.
E ele é assim, toma forma, é tão independente de minhas vontades, me consome, me deixa nua.
Então minto, sou vulgar, não paro de rir. Sou ardilosa, egoísta e mal educada tanto quanto sei que sou. Eu invejo, morro por dentro e ele me ressuscita.
Ah, sou tantas...tantos...todos contidos num só.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Quatro da manhã não paro de pensar nela.
De me preocupar com ela.
Ela me enlouquece, exige muito de mim e nunca se satisfaz.
Reclamo!
Indago-a porque tanta adversidade, digo que poderia ser melhor, mais justa.
E ainda assim ela permanece.
Escorrendo devagar pelo meu corpo, me fazendo suspirar. Às vezes penso em acabar com ela, e pôr fim à miséria que me cerca.
Mas de alguma forma ela me surpreende, e me convence a permiti-la ficar, coexistir dentro de mim. Nem que seja por mais umas horas.
Vida...
De me preocupar com ela.
Ela me enlouquece, exige muito de mim e nunca se satisfaz.
Reclamo!
Indago-a porque tanta adversidade, digo que poderia ser melhor, mais justa.
E ainda assim ela permanece.
Escorrendo devagar pelo meu corpo, me fazendo suspirar. Às vezes penso em acabar com ela, e pôr fim à miséria que me cerca.
Mas de alguma forma ela me surpreende, e me convence a permiti-la ficar, coexistir dentro de mim. Nem que seja por mais umas horas.
Vida...
Os pensamentos voam longe, meu coração dispara.
Não sei o que sentir.
As palavras se misturam. Saem pela metade.
Sou incapaz de verbalizar uma frase coesa.
Esse burburinho me enlouquece.
Faz ecoar na minha cabeça a maldita batucada que alguém faz na mesa ao lado. Sinto-me fortemente inclinada a ir embora, mas já estou aqui há tanto tempo que não seria capaz de deixar que essa espera não rendesse nada. Continuo a esperar.
A velha de roxo.
Dedico meus minutos a oberva-la agora. Foi ela, sem dúvida, a figura mais interessante que tive o desprazer de respirar o mesmo ar hoje. Muito elegante. Olhos cor de avelã.
Fico a desvendá-la. Procuro sua beleza escondida meio as vilosidades de sua pele.
Continuo a esperar.
Não sei o que sentir.
As palavras se misturam. Saem pela metade.
Sou incapaz de verbalizar uma frase coesa.
Esse burburinho me enlouquece.
Faz ecoar na minha cabeça a maldita batucada que alguém faz na mesa ao lado. Sinto-me fortemente inclinada a ir embora, mas já estou aqui há tanto tempo que não seria capaz de deixar que essa espera não rendesse nada. Continuo a esperar.
A velha de roxo.
Dedico meus minutos a oberva-la agora. Foi ela, sem dúvida, a figura mais interessante que tive o desprazer de respirar o mesmo ar hoje. Muito elegante. Olhos cor de avelã.
Fico a desvendá-la. Procuro sua beleza escondida meio as vilosidades de sua pele.
Continuo a esperar.
Esse clima é todo muito bom quando esqueço o que estou fazendo e me concentro apenas em onde estou. Eu os odeio. Odeio seus sorrisos, livros, festas e camisetas.
Não entendo a felicidade deles, assim como minha irritação, tristeza, não é compreendida.
O que nos difere é a forma de demonstrar aquilo que temos em comum. Não disfarço. Não represento. Não me engano. Somos todos frustrados.
Não entendo a felicidade deles, assim como minha irritação, tristeza, não é compreendida.
O que nos difere é a forma de demonstrar aquilo que temos em comum. Não disfarço. Não represento. Não me engano. Somos todos frustrados.
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